quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quinta.

Quando te vi parado na porta imagino que logo pensou o quão minha vida era torta.
Mas de tudo e do passado tão presente na mente, tenho ainda o gosto do chá e o frio das pernas no chão.
O macarrão com vodka e coca zero da quinta feira festeira.
Os cigarros e os acordes da madrugada inteira.
O balançar do balanço quando empurraste a rede.
As vozes e a caneca que quebramos com leite quente.
Da descoberta e da ilusão latente.
Guardo na mente
em Maio
até o presente
de hoje
e eter
em nossas mentes.

Camila Benevides.

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