segunda-feira, 27 de outubro de 2008

do contra


Não tenho a palavra certa,para falar dos momentos incertos
Minha imprecisão é tanta,este é o momento certo
Para pensar no sim,e dizer um não (ou o contrário)
Quero fazer o inverso do que penso
Já que não tenho sorte, sigo o senso, o sentido
Quero sentir ao avesso,quero viver o intenso
Sentir minha culpa,sem buscar perdão
Quero tudo do nada,felicidade ampliada
E os pés saindo do chão

Outubro ou nada!
Fim de mês chegando, alma lavada! E hoje me deu tanta saudade do mar.
E por sorte, encontrei alguém que pra sempre quero re- encontrar!
das praias de Botafogo, trouxeste o afago!
Beijos de fato!!!!!!!!!
Camila Moura~

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

colorido

Faço um móbile de folhas secas e penduro na janela só pra lembrar o que a morte faz com as coisas que já foram vivas. Porque assim, encontro beleza em tudo.Eu aprendi com a chuva a ressuscitar o que estava oco.Mau-humor, dor de dentro e desânimo, eu resolvo com abraços.Porque a beleza está em tudo.O que precisamos, é enchergar o que cerca,para ver que as cores curam todas as dores.Abra os olhos pra todo colorido que há la fora!

coisas de uma tarde, em meio a um expediente.misturada a palavras boas...
de tanta gente colorida que me cerca todos os dias;
A vida ta acontecendo a cada minuto, tudo muda o tempo todo no mundo.
vamos colorir.
cada dia mais.
Camila Moura~


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

encontro inesperado 2


e como que certas coisas acontecem assim...sem a gente esperar,mas com a gente querendo...e tanto..Incrivel que como hoje, desde os primeiros raios de sol, por diversas vezes vc me veio a mente,meu querer te quis..Por alguns momentos, liguei...sem sucesso...[malditos celulares vagabundos..aha]e quando a desistência estava próxima, veio a alegria..a supresa..e no meio de um banho frio, de um dia quente pós trabalho...a voz soando meu nome invadiu a casa;a boca sorriu.A ansiedade sentiu acelerar as batidas do coração,e logo,correu ao portão.se deparou com os braços que queriam abraços.e assim foi...e as bocas sorriram...e o rádio que tocava musica boa ao fundo completava o cénario..cenário este de uma rua que era iluminada pela lua..onde minha pele queria encostar na tua.o vento secava o cabelo semi molhado, de um banho gelado...os olhos cruzavam..encontravam e expressavam...as gargalhadas e o silencio, pairavam..e as palavras saiam depressa,e os ouvidos ouviam sobre tudo que ainda não sabíamos.sobre as experimentos vividos,sobre todos os ocorridos..um troca mutua de informações da vida,de todas as letras já lidas...e o corpo sentado a calçada..assim continuava entre conversas animadas,que se misturavam a ideias safadas..uma pena estar na porta da rapunzel dos cabelos cor de mel...onde a esperava, o pai fiel***


e que esses pequenos detalhes, representem os nossos próximos encontros inesperados...e que seja presente a supresa e nós supreendidos...Você não sabe,mas essa nossa transmissão de pensamento, ligação,é algo forte.é garotinho...vc alegrou minha noite...e mesmo eunão podendo aproveitar-se dos teus beijos, todo essa nossa troca de longos trechosvalem mais do que qualquer desejo.


E nada como ganhar um presente cheio de carinho dos alunos queridos.
A mensalidade não consegue pagar, o que a satisfação representa.
Feliz dia Dos mestres!
ps:Esse post ta super atrasado..hahaha
Feliz segunda feira!

Camila Moura~

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Outonos e Primaveras.

Foto:Fátima Silva
Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.São as estações do tempo. São as estações da vida.Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras... Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras...

Floresçamos.


Não preciso de mais nada. O texto fala por si. :)
Força na mente,projetos ativos, e quereres na palma das mãos, prestes a realização.
Primavera chegou meu amor, e somos nozes!:D
Excelenteee semanaaaa!
Camila Moura~